Desmagnetizadores
DESMAGNETIZAÇÃO DE PEÇAS FERROMETÁLICAS
CAUSAS DA MAGNETIZAÇÃO DE MATERIAIS FERROMETÁLICOS: Normalmente a maioria das ligas metálicas onde existe grande concentração de ferro, são passíveis de magnetização e ocorrência de remanência magnética superficial, que podem ocorrer nas seguintes situações:
Magnetização por indução: quando aproximamos um ímã da peça, normalmente quando se utiliza uma placa magnética de fixação ou uma base magnética.
Magnetização por atrito: quando metais ferrometálicos se atritam por alguns segundos pode haver troca de cargas elétricas formando-se assim campos eletromagnéticos suficientemente grandes para ocasionar a magnetização.
Magnetização por indução eletromagnética: quando se expõe peça ferrometálicas na presença de campos formada por indutores (bobinas), tais campos podem ser contínuos ou alternados. Arco de solda elétrica, campo induzido por ligar um motor AC.
Problemas do Magnetismo Residual. Infelizmente o campo magnético residual causa alguns inconvenientes durante processos produtivos, tais como: Na fabricação de parafusos, pregos, esferas de aço, etc pode ocorrer aglomeração por atração magnética comprometendo o bom funcionamento de uma máquina automatizada.
Nos tratamentos superficiais, cromação, galvanização, zincagem, etc, partículas ferrometálicas contidas dentro dos tanques podem ser atraídas pela peça e nesses pontos causar irregularidade da camada superficial depositada.
Esse Campo Magnético Residual pode ser anulado ou reduzido na maioria dos casos com facilidade, a MAGTEK oferece a solução ideal para cada tipo de problema prevenindo rejeição de produto e parada de máquina.
Como medir este Campo Magnético Residual?Normalmente o nível do Campo Magnético Residual em peças ferrometálicas é muito baixo, mas absolutamente mensurável.
O instrumento adequado para avaliar esta intensidade é o GAUSSMETER , o qual provido de uma ponta de prova que contem uma sonda de efeito Hall consegue ser sensibilizado na presença de pequenos campos magnéticos e convertê-lo em tensão, esta sim medida e convertida na unidade de Campo magnético que é o gauss (G), no sistema SI.
Qual é o nível aceitável de campo magnético residual? Algumas indústrias de aço permitem valores menores ou iguais a 10 G (gauss) como o máximo campo magnético residual permissível.
A indústria de rolamentos ou esferas de aço adota técnicas praticas para identificação da presença do campo colocando duas pequenas esferas unidas e levantando uma delas, caso uma consiga levantar a outra o campo provavelmente e maior que 1 G (gauss) e será necessária a desmagnetização.
Também quando são retificadas e lavadas algumas partículas ferrosas ficam presas, mostrando que é necessário fazer a desmagnetização.
Concluindo, a prática é a melhor forma de dimensionar o nível de magnetização o qual não interferirá em um processo produtivo. A partir daí já é possível medir e estabelecer alguns parâmetros dos valores de campo magnéticos aceitáveis ou não, sempre com o auxílio de um gaussmeter.
Como ocorre a desmagnetização: Dois métodos possíveis de desmagnetização podem ser considerados:
Desmagnetização por aquecimento térmico: Eleva-se a temperatura da peça a qual se deseja magnetizar até a temperatura Curiè (temperatura crítica de desmagnetização), que varia de acordo com o material. O problema desse método é que pode haver deformação do produto, as temperaturas de desmagnetização são normalmente elevadas (acima de 500ºC), e grande consumo de energia elétrica.
Desmagnetização por Campo Magnético Alternado e Amortecido: Como o próprio nome sugere o objetivo e criar um campo magnético alternado e decrescente em função do tempo.
Como essa função de amortização da senóide torna o equipamento muito caro, desenvolveu-se outra forma de ocorrer o mesmo fenômeno que é o de afastar gradativamente o produto a ser desmagnetizado da fonte de campo alternado, método no qual se baseia a desmagnetização dos nossos equipamentos.
A figura abaixo representa a curva de desmagnetização de um produto genérico, onde vemos o decaimento da fonte de corrente e o conseqüente amortecimento do fluxo magnético e como resultado B e H tendendo a zero representados na curva de histerese.
A MAGTEK possui 2 modelos básicos de desmagnetizadores: ITDM: Desmagnetizador de bancada e manual de uso intermitente utilizado para desmagnetizar pequenas peças como: paquímetros, chaves de fenda, ferramentas de corte, estampos, relógios, etc.
| Modelo |
Comprimento |
Largura |
Altura |
Peso |
Tensão Alimentação |
Corrente |
Campo Desmagnetizante |
| mm |
mm |
mm |
kg |
Vac |
A |
G |
| ITDM 300 |
130 |
85 |
80 |
2.3 |
220 |
1 |
500 |
| ITDM 400 |
130 |
85 |
80 |
3.2 |
220 |
1,8 |
700 |
| ITDM 550 |
160 |
120 |
80 |
4.1 |
220 |
2,5 |
830 |
*Consulte-nos para medidas especiais.
ITDT: Desmagnetizador tipo túnel, adequado a desmagnetização de moldes, vergalhões de aço trefilados ou retificados, esferas de aço, rolamentos, e quando se pretende a desmagnetização em regime continuo ou intermitente de produção. Em dois modelos:
ITDT-C: Para produção contínua seriada.
| Modelo |
Dimensões Totais |
Dimensões Janela |
Caixa |
Peso |
Tensão Alimentação |
Tipo |
Corrente |
| |
mm |
mm |
- |
kg |
Vac |
- |
A |
| ITDT-C 100 |
350x350x200 |
100x100x200 |
Fenolite |
18 |
220 |
Monofásico |
10 |
| ITDT-C 200 |
450x450x200 |
200x200x200 |
Fenolite |
25 |
220 |
Monofásico |
16 |
*Consulte-nos para medidas especiais.
ITDT-I:
Para pequenas séries.